
Depois de mais de uma década longe dos consoles, James Bond finalmente está de volta aos videogames. Em 007 First Light, a IO Interactive deixa temporariamente o Agente 47 de lado para contar uma história de origem inédita, na qual um jovem, talentoso e ainda imprudente James Bond precisa provar que merece entrar para o seleto Programa 00.
A combinação parecia perfeita desde o anúncio do projeto. Afinal, poucos estúdios modernos compreendem tão bem espionagem, infiltração social, disfarces e ambientes internacionais quanto a responsável pela franquia Hitman. Felizmente, 007 First Light confirma boa parte desse potencial.
Mais do que colocar cabelos no Agente 47 e trocar seu código de barras por um smoking, a IO Interactive desenvolveu uma aventura com identidade própria. O resultado mistura a liberdade de Hitman com o espetáculo cinematográfico de Uncharted, acrescentando gadgets, perseguições, humor britânico e todos os demais ingredientes indispensáveis para uma autêntica missão de James Bond.
Não é uma experiência perfeita. A inteligência artificial apresenta limitações, as sequências de direção ficam abaixo do restante do jogo e algumas missões restringem mais a liberdade do jogador do que deveriam. Ainda assim, 007 First Light é uma volta triunfal para o agente secreto e uma das adaptações mais completas do universo de Ian Fleming já produzidas para os games.
FICHA TÉCNICA
Título: 007 First Light
Desenvolvedora: IO Interactive, com colaboração da Delphi Interactive
Publicadora: IO Interactive
Gênero: Ação, aventura, espionagem e furtividade
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC
Nintendo Switch 2: lançamento previsto para o inverno brasileiro de 2026
Data de lançamento: 27 de maio de 2026
Modos: Um jogador e TacSim
Legendas e menus: Português do Brasil
Dublagem: Inglês
Duração da campanha: Aproximadamente 15 a 20 horas
Nota James Bond Brasil: 8,5/10
A IO Interactive confirma que o jogo chegou ao PS5, Xbox Series X|S e PC em 27 de maio, enquanto a versão de Nintendo Switch 2 está programada para 2026. A produção utiliza a Glacier Engine, tecnologia proprietária do estúdio, e apresenta uma história independente desenvolvida em colaboração com a Amazon MGM Studios. IO Interactive, PlayStation Brasil
O JAMES ANTES DE BOND
007 First Light não adapta nenhum filme e também não utiliza a aparência de Sean Connery, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan ou Daniel Craig. Em vez disso, a IO Interactive criou seu próprio James Bond, interpretado pelo ator Patrick Gibson.
Aqui, Bond tem 26 anos e ainda não conquistou o famoso número que acompanha seu nome há mais de seis décadas. Ele é apresentado como um tripulante da Marinha Real habilidoso e corajoso, mas também impulsivo, arrogante e pouco disposto a obedecer às regras.
Após chamar a atenção do Serviço Secreto Britânico, Bond recebe a oportunidade de participar do recém-reativado Programa 00. O treinamento, no entanto, transforma-se em algo muito maior quando uma operação envolvendo um agente renegado termina em tragédia. Bond precisa então trabalhar com seu relutante mentor, Greenway, para investigar uma conspiração capaz de atingir o próprio coração do Estado britânico.
A proposta de mostrar um Bond em formação poderia facilmente transformar o personagem em uma versão genérica e juvenil do agente. O roteiro evita essa armadilha ao apresentar características que o público reconhece imediatamente: a autoconfiança, o improviso, o charme, o gosto pelo perigo e a irritante tendência de ignorar ordens quando acredita estar certo.
Ele ainda não é o homem que entra em um cassino e domina a sala apenas com sua presença. Mas todos os elementos dessa personalidade já estão lá, esperando para ser lapidados.
Patrick Gibson assume o papel com segurança. Sua interpretação não tenta reproduzir nenhum dos Bonds do cinema, embora carregue ecos de várias eras. Há a fisicalidade associada a Daniel Craig, a ironia de Pierce Brosnan, certa insolência de Sean Connery e até momentos mais leves que remetem a Roger Moore.
Essa combinação ajuda First Light a estabelecer uma identidade própria sem romper com a tradição. O personagem é novo, mas continua sendo inconfundivelmente James Bond.
UMA HISTÓRIA DIGNA DO CINEMA
O roteiro é um dos principais acertos do jogo. Sem entrar em spoilers, 007 First Light compreende que uma boa aventura de Bond precisa ser mais do que uma sucessão de tiroteios.
Há treinamento no MI6, intrigas políticas, agentes renegados, traições, tecnologia perigosa, festas da alta sociedade e viagens por diferentes pontos do planeta. A história também encontra espaço para o humor e para as relações de Bond com M, Q e Moneypenny, além de personagens criados especialmente para este universo.
Greenway, interpretado por Lennie James, funciona particularmente bem como contraponto ao jovem recruta. O mentor não se deixa impressionar facilmente pelo charme de Bond e representa a disciplina que o protagonista ainda precisa desenvolver.
O elenco inclui ainda Gemma Chan como Selina Tan e Lenny Kravitz como Bawma, o excêntrico Rei Pirata. Alguns antagonistas não atingem o mesmo nível dos melhores vilões da série cinematográfica, mas a produção mantém uma personalidade genuinamente bondiana.
A trama procura inspiração em toda a história do personagem. Existem momentos mais duros e pessoais, próximos da Era Craig, mas também armadilhas extravagantes, humor, gadgets e situações que poderiam ter saído diretamente das aventuras de Connery, Moore ou Brosnan.
A PC Gamer, uma das vozes mais críticas em relação à jogabilidade, reconheceu justamente a narrativa e a capacidade de combinar diferentes épocas de 007 como os aspectos mais bem realizados do projeto. Sua principal ressalva foi que uma história com estrutura de filme nem sempre sustenta com o mesmo ritmo uma campanha de aproximadamente 20 horas. PC Gamer
ENTRE HITMAN E UNCHARTED
A comparação com Hitman é inevitável, mas ela explica apenas metade de 007 First Light.
As grandes missões de infiltração colocam Bond em hotéis, festas, torneios e outras áreas protegidas. O jogador pode observar os arredores, escutar conversas, encontrar rotas alternativas, utilizar disfarces, distrair seguranças ou simplesmente entrar por uma janela.
Essas possibilidades lembram o excelente Hitman: World of Assassination. A diferença é que First Light possui uma estrutura mais dirigida. Mesmo quando existem diferentes maneiras de alcançar um objetivo, o roteiro eventualmente conduz Bond a sequências obrigatórias de ação.
É nesse momento que o jogo troca Hitman por Uncharted. Ambientes começam a desmoronar, veículos entram em cena, aviões decolam sob fogo inimigo e perseguições transformam uma operação discreta em um grande espetáculo.
Quando os dois estilos funcionam em harmonia, 007 First Light alcança seus melhores momentos. Uma investigação silenciosa pode evoluir naturalmente para um combate, seguido por uma perseguição e por uma situação ainda mais absurda. Essa escalada transmite muito bem a sensação de estar dentro de um filme de Bond.
A liberdade, porém, não é tão ampla quanto as primeiras horas podem sugerir. Há missões em que o jogador pode escolher entre várias abordagens, enquanto outras são bastante lineares. Quem espera encontrar Hitman 4 usando smoking provavelmente ficará decepcionado.
O caminho adotado pela IO Interactive é mais acessível e cinematográfico. Isso amplia o público do jogo, mas também reduz a profundidade tática e a capacidade de improvisação que tornaram as aventuras do Agente 47 tão especiais.
A VGC avaliou essa combinação de espionagem e espetáculo de maneira extremamente positiva, atribuindo nota máxima ao jogo. Já a GamesRadar destacou a qualidade da experiência, mas observou que movimentos, lutas contra vários inimigos e alguns eventos rápidos ainda precisam de refinamento. VGC, GamesRadar
ESPIONAGEM DO SEU JEITO
A espionagem social é um dos elementos que mais diferenciam 007 First Light de outros jogos de ação.
Bond pode escutar conversas para descobrir informações, convencer funcionários de que pertence a determinada área, apresentar documentos, furtar objetos e blefar quando é abordado por um segurança. Nem todo problema precisa terminar com um inimigo desacordado dentro de um armário.
As conversas não formam um sistema de RPG extremamente complexo, mas cumprem bem sua função. Elas fazem o jogador usar o carisma e a capacidade de improvisação do agente, armas tão importantes quanto a tradicional Walther PPK.
Os gadgets de Q também possuem participação constante. O Q-Watch permite examinar áreas e manipular dispositivos eletrônicos. Outros equipamentos podem distrair guardas, causar mal-estar em um alvo, atordoar adversários ou provocar pequenas explosões.
Antes de algumas missões, o jogador escolhe quais dispositivos levará para o campo. Como cada equipamento possui usos distintos, a seleção cria decisões interessantes e incentiva abordagens diferentes.
O sistema não alcança a liberdade quase ilimitada de Hitman, mas transforma os gadgets em ferramentas efetivas, em vez de simples referências destinadas aos fãs. A GameSpot elogiou justamente a variedade dos dispositivos e a forma como eles oferecem diferentes respostas para um mesmo obstáculo. GameSpot
COMBATE CORPO A CORPO
Quando a discrição termina, Bond sabe perfeitamente como cuidar de si mesmo.
O combate corpo a corpo permite atacar, bloquear, desviar, contra-atacar, agarrar adversários e utilizar elementos do cenário. Garrafas, armas vazias e outros objetos podem ser arremessados para interromper ataques, enquanto paredes, mesas e parapeitos ajudam a finalizar confrontos.
As animações são fortes e possuem o peso necessário. Bond não luta como um artista marcial impecável, mas como alguém disposto a usar qualquer vantagem disponível. O resultado lembra as cenas mais brutais da Era Craig, nas quais cada confronto parece cansativo e perigoso.
As lutas também produzem excelentes momentos de improvisação. É possível descarregar uma arma, atirá-la no rosto de um adversário e imediatamente partir para os punhos. Quando tudo se encaixa, o jogador parece dirigir sua própria sequência de ação.
Existem, porém, limitações. Os sinais visuais tornam alguns ataques previsíveis e confrontos contra grupos podem ficar confusos. Depois de várias horas, certos padrões de defesa e contra-ataque começam a se repetir.
Ainda assim, o combate físico é mais interessante do que o sistema de tiro.
TIROTEIOS E COBERTURA
As armas funcionam de maneira satisfatória, mas não representam o ponto mais sofisticado do jogo. Os disparos têm impacto e as transições entre armas de fogo e combate físico são fluidas. O problema está principalmente no sistema de cobertura.
Bond nem sempre se posiciona exatamente onde o jogador espera, e a movimentação entre obstáculos pode apresentar respostas inconsistentes. Em áreas mais caóticas, é possível abandonar uma cobertura sem intenção ou avançar para o ponto errado.
A inteligência artificial também facilita demais algumas situações. Guardas demoram a perceber confrontos próximos e nem sempre reagem de maneira convincente às ações do jogador. A furtividade continua divertida, mas perde tensão quando os inimigos demonstram pouca consciência do ambiente.
Esse foi um dos principais pontos levantados pela análise mais negativa entre os grandes veículos. A PC Gamer concedeu nota 65 e considerou a ação linear, o sistema de cobertura e a inteligência artificial inferiores à qualidade alcançada pela IO Interactive em seus ambientes de infiltração. PC Gamer
A crítica é válida, embora não destrua a experiência. First Light funciona melhor quando tiroteios, brigas, gadgets e movimentação são combinados. Como jogo de tiro tradicional, ele é apenas competente. Como simulador da improvisação caótica de James Bond, torna-se muito mais interessante.
CARROS, BARCOS E PERSEGUIÇÕES
Não existe uma verdadeira aventura de 007 sem veículos. First Light inclui carros esportivos, caminhões, barcos e perseguições construídas como grandes sequências cinematográficas.
Visualmente, esses momentos cumprem o prometido. Automóveis passam em alta velocidade por ruas movimentadas, obstáculos são destruídos e explosões acontecem a poucos metros de Bond. O som dos motores e a montagem ajudam a criar a grandiosidade esperada.
A direção, no entanto, é simplificada. Muitas perseguições funcionam quase sobre trilhos e oferecem pouco espaço para escolher trajetos ou experimentar estratégias. O jogador participa da cena, mas raramente sente que possui controle completo sobre ela.
GameSpot e VGC concordam que as sequências de direção estão entre as partes menos desenvolvidas do pacote. Elas são curtas o bastante para não comprometer a aventura, mas representam uma área evidente para evolução em uma continuação. GameSpot, VGC
VISUAIS E LOCAÇÕES
A Glacier Engine mostra toda sua força na construção dos cenários. 007 First Light leva Bond a hotéis luxuosos, centros urbanos, instalações militares, ambientes gelados e regiões exóticas repletas de detalhes.
Multidões, figurinos, iluminação e arquitetura ajudam a vender a fantasia de uma produção internacional. Os ambientes mais abertos carregam a experiência acumulada com Hitman, preenchendo espaços com personagens, conversas e pequenas histórias que podem passar despercebidas.
As cenas cinematográficas apresentam expressões faciais convincentes e boa captura de movimentos. Patrick Gibson se destaca tanto na voz quanto na presença física, sustentando com segurança os momentos mais dramáticos e as inevitáveis tiradas de humor.
Algumas animações de movimentação e escalada não possuem a mesma naturalidade vista em Uncharted 4, jogo que claramente serviu de referência. Em contrapartida, a direção de arte é consistente e oferece uma das representações mais luxuosas do universo de James Bond nos videogames.
Nas análises de lançamento, foram registradas quedas ocasionais de desempenho nos consoles, sobretudo em modos focados na qualidade visual. Em geral, entretanto, a apresentação técnica foi considerada sólida, com destaque especial para PS5 Pro e computadores mais potentes. Push Square, Windows Central
TRILHA SONORA E ABERTURA
A música sempre foi parte essencial da identidade de James Bond, e a IO Interactive compreendeu perfeitamente essa responsabilidade.
A trilha incidental foi composta pela dupla britânica The Flight, combinando orquestra, metais, guitarras e elementos eletrônicos. O clássico tema de James Bond é usado com moderação, surgindo nos momentos certos para acompanhar a transformação do recruta no agente que o público conhece.
O jogo também respeita a tradição cinematográfica ao apresentar uma sequência completa de créditos iniciais. A música-tema “First Light” é interpretada por Lana Del Rey e foi composta em parceria com David Arnold, responsável pela trilha de cinco filmes da franquia.
A voz melancólica de Lana Del Rey combina com a atmosfera de perigo, sedução e incerteza da história, enquanto os arranjos de Arnold garantem que a canção pertença ao universo de 007. A sequência de abertura não funciona como uma simples homenagem: ela estabelece que estamos diante de uma produção de James Bond completa, ainda que em formato interativo. IO Interactive
LOCALIZAÇÃO PARA O BRASIL
007 First Light possui interface e legendas em português do Brasil, mas não conta com dublagem em nosso idioma.
A tradução realiza um bom trabalho na maior parte da campanha, especialmente considerando a quantidade de termos ligados ao MI6, equipamentos e espionagem. Existem pequenos problemas de contexto, mas nada que impeça a compreensão da história.
A ausência de dublagem brasileira é lamentável em um lançamento de grande orçamento, sobretudo pela importância dos diálogos e das conversas ouvidas durante as infiltrações. Felizmente, as vozes originais possuem excelente qualidade e ajudam a preservar as diferentes nacionalidades dos personagens. PSX Brasil
DURAÇÃO E MODO TACSIM
A campanha leva aproximadamente 15 a 20 horas, dependendo da dificuldade, do tempo dedicado à exploração e da abordagem utilizada nas áreas de infiltração.
Essa duração permite desenvolver o novo Bond e seu relacionamento com o MI6, embora algumas partes apresentem problemas de ritmo. O treinamento inicial é mais longo do que deveria, e determinados quebra-cabeças interrompem a urgência da missão.
Depois dos créditos, o modo TacSim oferece desafios independentes baseados em trechos da campanha. O objetivo é cumprir condições específicas, melhorar pontuações e desbloquear recompensas cosméticas.
TacSim é uma adição interessante e pode prolongar a experiência, especialmente para quem gosta de aperfeiçoar estratégias. Mesmo assim, a rejogabilidade não alcança o nível de Hitman. As sequências lineares e cinematográficas perdem parte do impacto após a primeira conclusão, enquanto os segmentos realmente abertos representam apenas uma parcela da campanha.
É MELHOR DO QUE GOLDENEYE 007?
Essa comparação provavelmente acompanhará qualquer jogo de James Bond por muitos anos.
GoldenEye 007 não foi apenas uma ótima adaptação. O clássico da Rare ajudou a transformar os jogos de tiro em primeira pessoa nos consoles e marcou uma geração com sua campanha, missões e multiplayer local. First Light não possui o mesmo impacto histórico e nem tenta revolucionar toda a indústria.
Como representação completa da fantasia de ser James Bond, entretanto, o novo jogo é mais ambicioso.
GoldenEye concentrou-se principalmente em tiroteios e objetivos de missão. First Light permite investigar, blefar, utilizar disfarces, manipular aparelhos eletrônicos, dirigir veículos, lutar com os punhos e participar de uma história original com estrutura cinematográfica.
Portanto, GoldenEye continua sendo o jogo mais importante de 007, mas First Light pode ser considerado a adaptação mais completa do personagem.
A avaliação da imprensa reflete esse sucesso. Em 29 de julho de 2026, o jogo registrava média 87 no Metacritic, baseada em 92 análises da versão de PlayStation 5. A recepção é amplamente favorável, embora veículos como PC Gamer sejam consideravelmente mais críticos do que VGC, GameSpot e GamesRadar. Metacritic
PONTOS POSITIVOS
- Patrick Gibson estabelece um James Bond próprio e convincente;
- História original respeita diferentes eras da franquia;
- Excelente combinação de espionagem, ação e espetáculo;
- Gadgets possuem utilidade real durante as missões;
- Infiltração social e sistema de blefe valorizam o lado espião de Bond;
- Combate corpo a corpo forte e cinematográfico;
- Locações internacionais luxuosas e detalhadas;
- Grande trabalho de som e trilha musical;
- Música-tema e sequência de abertura dignas dos filmes;
- Boa duração para uma aventura de um jogador.
PONTOS NEGATIVOS
- Menos liberdade do que os jogos da série Hitman;
- Inteligência artificial inconsistente;
- Sistema de cobertura precisa de refinamento;
- Sequências de direção são excessivamente limitadas;
- Alguns quebra-cabeças prejudicam o ritmo;
- Combates e escaladas podem ficar repetitivos;
- TacSim não oferece a mesma rejogabilidade de Hitman;
- Ausência de dublagem em português do Brasil.
VEREDITO
007 First Light entende que James Bond nunca foi apenas um homem armado. Ele é um investigador, um sedutor, um jogador, um mentiroso profissional e, quando todos esses recursos falham, um agente extremamente perigoso.
A IO Interactive transforma essas características em sistemas de jogo com admirável competência. A experiência alterna entre espionagem social, infiltração, gadgets, combates e sequências cinematográficas, construindo uma aventura que realmente poderia ocupar seu lugar dentro da longa história da franquia.
Existem marcas de uma primeira tentativa. A direção não empolga tanto quanto deveria, a inteligência artificial reduz o desafio e os momentos lineares nem sempre possuem o refinamento das referências da Naughty Dog. Em certas ocasiões, First Light parece dividido entre a liberdade de Hitman e o desejo de controlar cada segundo de um blockbuster.
Mesmo com essas limitações, o saldo é extremamente positivo.
Patrick Gibson conquista o papel, a história trata o personagem com respeito e a IO Interactive prova que conhece não somente a iconografia, mas principalmente o espírito de James Bond. First Light talvez não substitua GoldenEye no coração de quem cresceu com um Nintendo 64, mas oferece algo que nenhum outro jogo conseguiu com tamanha consistência: a sensação de protagonizar uma aventura completa de 007.
Quando os créditos terminam, fica evidente que Bond conquistou mais do que seu número. Ele conquistou uma nova casa nos videogames.
Nota James Bond Brasil: 10/10
Excelente
James Bond retornará — e, depois de First Light, esperamos que não demore.
PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE 007 FIRST LIGHT
007 First Light é baseado em algum filme?
Não. O jogo conta uma história independente e apresenta uma nova versão da origem de James Bond.
Quem interpreta James Bond no jogo?
James Bond é interpretado pelo ator irlandês Patrick Gibson.
007 First Light é igual a Hitman?
Não. O jogo utiliza elementos de infiltração, disfarces e espionagem social semelhantes aos de Hitman, mas possui uma campanha mais linear e cinematográfica.
Quanto tempo leva para terminar 007 First Light?
A campanha principal dura aproximadamente 15 a 20 horas, dependendo da dificuldade e da exploração.
007 First Light tem multiplayer?
Não. O título foi desenvolvido como uma experiência para um jogador. Após a campanha, o modo TacSim oferece missões e desafios adicionais.
O jogo possui português do Brasil?
Sim. 007 First Light conta com menus e legendas em português do Brasil, mas as vozes estão disponíveis apenas em outros idiomas, incluindo inglês.
Em quais plataformas 007 First Light está disponível?
O jogo está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A versão para Nintendo Switch 2 está prevista para 2026.
007 First Light vale a pena?
Sim, especialmente para fãs de James Bond, jogos de ação cinematográfica e aventuras de espionagem. Jogadores que esperam a mesma liberdade e rejogabilidade de Hitman devem ajustar suas expectativas.


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